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INTRODUÇÃO AO PENTECOSTE
Veremos, no decorrer deste curso, que o nome pentecostes foi tomado
emprestado de uma das festas mais belas do povo hebreu, para denominar
o que viria a ser um dos maiores movimentos do cristianismo. Mas, para
crescer, fragmentou-se em dezenas de segmentos (que serão vistos
em Eclesiologia, A Doutrina da Igreja), e a palavra variaria para “pentecostal”,
que denomina um grupo de homens e mulheres fervorosos, crentes de que
as raízes da fé que moveu o mundo antigo, na época
dos apóstolos, continua vivo e à disposição
de todos que quiserem. Cremos, sem dúvida alguma, que no dia de
Pentecostes deu-se a inauguração da Igreja como organização,
pois como oganismo ela já existia entre os doze apóstolos
e o divino mestre Jesus, porquanto as marcas, os sinais e as manifestações
deste dia nunca cessaram. Jesus disse que seus discípulos, em certo momento
de sua caminhada, receberiam um poder que viria do alto (mostrando que
não era vindo de homens, da Terra) que os revestiria de coragem,
bravura, intrepidez, fervor e uma consciência fiel de que o seu
Senhor continuaria, no meio dos séculos e milênios, sendo
o mesmo “Eu Sou” do passado, pois Nele não há
dúvidas nem sombra de variação. Entenderemos também
que o carisma do Espírito, base da fé pentecostal, não
é a base da salvação, pois esta vem pela graça,
pela fé. E poder pentecostal, revelado através dos dons
espirituais, é dado para ornar, adornar e revestir a Igreja, não
interferindo na salvação das almas.
Parhan enviou Seymour para estudar em Topeka, Kansas, na Escola Bíblica
Betel. Apesar da dificuldade, tendo a pobreza e o fato de ser negro como
barreiras (em um país que até os dias de hoje cultiva o
segregacionalismo), enfrentou preconceitos sociais e raciais, mas o pastor
venceu! Ao terminar seus estudos, foi convidado a pregar numa igreja Nazarena
em Los Angeles, Califórnia. Quando o povo ouviu sua doutrina pentecostal,
pediu a Seymour que saísse da igreja. Assim, alugou um templo abandonado
da Igreja Metodista, no centro de Los Angeles (Azusa Street, 312), local
onde cairia de novo o Espírito Santo! Vingren começou, então, a pregar sobre esse assunto nas igrejas batistas de Menomines (Michigan) e South Bend (Indiana). Em South Bend, Vingren encontrou-se com Daniel Berg. Reunidos na casa de Adolfo Uldin, Vingren e Berg resolveram viajar para o Brasil. Após uma vigília de oração, Deus revelou em visão ao irmão Adolfo Uldin o nome “Pará”, nem sabiam onde ficava, mas ao comando da voz de Deus, era o lugar para onde deveriam se dirigir e pregar o Evangelho. Os dois suecos embarcam num navio cargueiro em Nova York em 5 de novembro de 1910, chegando em Belém do Pará. Sem dinheiro algum, os dois estrangeiros ficaram hospedados no porão da Igreja Batista. No ano seguinte, quando um deles havia dominado em parte a língua portuguesa, num sermão fervoroso a respeito da promessa do batismo com o Espírito Santo, provocam um “escândalo” no rebanho batista, que acaba por expulsá-los. Em 6 de janeiro do mesmo ano, 1911, uma crente batista brasileira chamada Celina de Albuquerque crê, busca e recebe a promessa orando em outras línguas. Em 13 de junho de 1911, a Igreja Batista desligou a maioria dos membros que diziam crer no batismo do Espírito Santo. Os desligados passaram a se reunir em uma casa, onde foi realizado o primeiro culto oficial das Assembléias de Deus no Brasil. A igreja Pentecostal Congregação Cristã no Brasil teve inicio semelhante. Seu fundador, o italiano Louis Francescon, deixou a igreja católica para unir-se aos presbiterianos em 1907, em Chicago, EUA. Mas, em 1910, foi “selado pelo Espírito Santo”, segundo ele mesmo conta. Resolveu ser missionário e, juntamente com outro italiano, foram para a Argentina. Poucos meses mais tarde, seguiram para São Paulo, onde Francescon foi convidado a pregar na Igreja Presbiteriana. A maioria rejeitou a mensagem, e um dos Anciãos ordenou que os dois se retirassem. No entanto, alguns presbiterianos que aceitaram as idéias deixaram a igreja com ele e deram inicio à Congregação Cristã no Brasil, em 1911. Na década de 1930, os pentecostais já
haviam estabelecido igrejas em todos os Estados brasileiros. No
início da década de 50, Harold Williams, um missionário
da Igreja do Evangelho Quadrangular, dirigiu reuniões de cura em
muitas igrejas pentecostais independentes. Entre elas, a mais importante
foi a igreja Pentecostal O Brasil para Cristo, iniciada por Manoel de
Melo, na metade da década de 50. Hoje, mais de 70% de todos os
protestantes no Brasil são pentecostais. De lá para cá,
apareceram inúmeras denominações pentecostais, das
quais destacam-se pela data da fundação: “Embora o movimento pentecostal tenha começado nos EUA no início do século XX, há muito mais pentecostais e carismáticos na América Latina (141,4 milhões), na Ásia (134,9 milhões) e na África (136 milhões), muito mais do que na América do Norte (79,6 milhões), na Europa (37,6 milhões) e na Oceania (4,26 milhões). Calcula-se que há 523 milhões de pentecostais hoje em dia, o que significa 27,7% de todos os cristãos.” (Revista Ultimato, dezembro/2000) Os carismáticos criticam vigorosamente o formalismo, o institucionalismo e a liturgia espiritual de suas igrejas de origem. Por isso, o neopentecostalismo tem-se apresentado como solução para esses problemas, prometendo às igrejas católicas e protestantes a fonte de reavivamento, a nova “Reforma” e o derramamento da chuva, assim chamada pelo profeta Joel de Serôdia. |