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A História da Biblia
Várias foram as descobertas arqueológicas
que proporcionaram o melhor entendimento das Escrituras Sagradas. Os manuscritos
mais antigos que existem de trechos do Antigo Testamento datam de 850
d.C. Existem, porém, partes menores bem mais antigas como o Papiro
Nash do segundo século da era cristã. Mas sem dúvida
a maior descoberta ocorreu em 1947, quando um pastor beduíno, que
buscava uma cabra perdida de seu rebanho, encontrou por acaso os Manuscritos
do Mar Morto, na região de Jericó.
Durante nove anos vários documentos foram encontrados nas cavernas
de Qumrân, no Mar Morto, constituindo-se nos mais antigos fragmentos
da Bíblia hebraica que se têm notícias. Escondidos
ali pela tribo judaica dos essênios no Século I, nos 800
pergaminhos, escritos entre 250 a.C. a 100 d.C., aparecem comentários
teológicos e descrições da vida religiosa deste povo,
revelando aspectos até então considerados exclusivos do
cristianismo.
Estes documentos tiveram grande impacto na visão da Bíblia,
pois fornecem espantosa confirmação da fidelidade dos textos
massoréticos aos originais. O estudo da cerâmica dos jarros
e a datação por carbono 14 estabelecem que os documentos
foram produzidos entre 168 a.C. e 233 d.C. Destaca-se, entre estes documentos,
uma cópia quase completa do livro de Isaías, feita cerca
de cem anos antes do nascimento de Cristo. Especialistas compararam o
texto dessa cópia com o texto-padrão do Antigo Testamento
hebraico (o manuscrito chamado Codex Leningradense, de 1008 d.C.) e descobriram
que as diferenças entre ambos eram mínimas.
Outros manuscritos também foram encontrados neste mesmo local,
como o do profeta Isaías, fragmentos de um texto do profeta Samuel,
textos de profetas menores, parte do livro de Levítico e um targum
(paráfrase) de Jó.
As descobertas arqueológicas, como a dos manuscritos do Mar Morto
e outras mais recentes, continuam a fornecer novos dados aos tradutores
da Bíblia. Elas têm ajudado a resolver várias questões
a respeito de palavras e termos hebraicos e gregos, cujo sentido não
era absolutamente claro. Antes disso, os tradutores se baseavam em manuscritos
mais "novos", ou seja, em cópias produzidas em datas
mais distantes da origem dos textos bíblicos.
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